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Fortaleza, Ceará
06 de Abr de 2005
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A terceira geração de provedores, que pagam os usuários, é uma evolução da Internet, segundo Índio Brasileiro, da Orolix
INTERNAUTAS GANHAM PARA NAVEGAR (21/2/2005)
Provedores pagam por tempo de conexão

Há dez anos, quando a Internet comercial surgiu no País, o modelo de provedor de serviços encontrado era o do serviço pago: por uma tarifa mensal, o internauta tinha direito a um certo número de horas de acesso por mês. Com o passar do tempo, chegaram os provedores de acesso gratuito, onde o internauta arcava apenas com os custos telefônicos. Agora, esse modelo começa a migrar para a terceira geração de provedores, que remuneram seus usuários de acordo com o tempo de uso.

Esse novo modelo de negócios no provimento de serviços de Internet já conta com três provedores nacionais, que oferecem acesso a cerca de 1.300 cidades em todo o País, sendo oito delas no Ceará (veja quadro abaixo).

Para Índio Brasileiro Guerra Neto, sócio-diretor do provedor Orolix, esse modelo de negócios veio para ficar. ‘‘Essa é uma tendência natural de evolução da Internet. É um modelo de negócios mais justo, onde o provedor divide com o consumidor a remuneração recebida das companhias de telecomuni
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cações’’. Essa parceria é a principal fonte de receita dos provedores que pagam.

Como não cobram dos usuários pelo serviço prestado, os provedores encontraram na publicidade e nas operadoras uma fonte de renda alternativa. Além disso, quanto mais usuários houver no sistema, maior é a receita gerada nestas parcerias. Ganha o provedor, ganha o usuário.

A remuneração do internauta varia em cada provedor, mas o modelo básico de funcionamento é o mesmo. Cada provedor oferece uma remuneração que varia entre R$ 0,10 e R$ 0,24 por hora. Após um certo número de horas acumuladas, o usuário pode receber o dinheiro, via depósito em conta-corrente ou através de um cartão magnético, como no caso do provedor Cresce.net.

Segundo Guerra, o usuário torna-se um parceiro do provedor de serviços nesse modelo de negócios. ‘‘Essa parceria é interessante para todos. O usuário que indica amigos, por exemplo, ganha um percentual sobre as horas que o amigo usar. Dessa forma, buscamos fideliz
ar esse internauta e criar uma comunidade de usuários’’, afirma o sócio-diretor da Orolix.

DIFERENCIAL — Os provedores que pagam seus usuários buscam também oferecer serviços através de seus portais. Dessa forma, eles se diferenciam dos grandes portais de conteúdo, como Terra e UOL, diminuindo seus custos operacionais. Esses serviços vão desde e-mails gratuitos e downloads até parcerias com outras empresas. ‘‘Vamos buscar parcerias para que os créditos possam ser utilizados para compras em lojas online’’, afirma Nagib Mimassi, diretor da Orolix.

Para acessar os serviços dos provedores que pagam, o usuário precisa instalar um programa discador em seu computador. ‘‘A forma que temos de controlar a remuneração dos usuários é com o uso do discador’’, afirma Guerra.

 
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