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| A terceira geração de
provedores, que pagam os usuários, é uma
evolução da Internet, segundo Índio Brasileiro,
da Orolix | |
| INTERNAUTAS GANHAM PARA NAVEGAR (21/2/2005) Provedores pagam por tempo de
conexão
Há dez anos, quando a Internet
comercial surgiu no País, o modelo de provedor de
serviços encontrado era o do serviço pago: por uma
tarifa mensal, o internauta tinha direito a um certo
número de horas de acesso por mês. Com o passar do
tempo, chegaram os provedores de acesso gratuito, onde o
internauta arcava apenas com os custos telefônicos.
Agora, esse modelo começa a migrar para a terceira
geração de provedores, que remuneram seus usuários de
acordo com o tempo de uso.
Esse novo modelo de
negócios no provimento de serviços de Internet já conta
com três provedores nacionais, que oferecem acesso a
cerca de 1.300 cidades em todo o País, sendo oito delas
no Ceará (veja quadro abaixo).
Para Índio
Brasileiro Guerra Neto, sócio-diretor do provedor
Orolix, esse modelo de negócios veio para ficar. ‘‘Essa
é uma tendência natural de evolução da Internet. É um
modelo de negócios mais justo, onde o provedor divide
com o consumidor a remuneração recebida das companhias
de telecomuni
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| cações’’. Essa
parceria é a principal fonte de receita dos provedores
que pagam.
Como não cobram dos usuários pelo
serviço prestado, os provedores encontraram na
publicidade e nas operadoras uma fonte de renda
alternativa. Além disso, quanto mais usuários houver no
sistema, maior é a receita gerada nestas parcerias.
Ganha o provedor, ganha o usuário.
A remuneração
do internauta varia em cada provedor, mas o modelo
básico de funcionamento é o mesmo. Cada provedor oferece
uma remuneração que varia entre R$ 0,10 e R$ 0,24 por
hora. Após um certo número de horas acumuladas, o
usuário pode receber o dinheiro, via depósito em
conta-corrente ou através de um cartão magnético, como
no caso do provedor Cresce.net.
Segundo Guerra, o
usuário torna-se um parceiro do provedor de serviços
nesse modelo de negócios. ‘‘Essa parceria é interessante
para todos. O usuário que indica amigos, por exemplo,
ganha um percentual sobre as horas que o amigo usar.
Dessa forma, buscamos fideliz
ar esse
internauta e criar uma comunidade de usuários’’, afirma
o sócio-diretor da Orolix.
DIFERENCIAL
— Os provedores que pagam seus usuários buscam
também oferecer serviços através de seus portais. Dessa
forma, eles se diferenciam dos grandes portais de
conteúdo, como Terra e UOL, diminuindo seus custos
operacionais. Esses serviços vão desde e-mails gratuitos
e downloads até parcerias com outras empresas. ‘‘Vamos
buscar parcerias para que os créditos possam ser
utilizados para compras em lojas online’’, afirma Nagib
Mimassi, diretor da Orolix.
Para acessar os
serviços dos provedores que pagam, o usuário precisa
instalar um programa discador em seu computador. ‘‘A
forma que temos de controlar a remuneração dos usuários
é com o uso do discador’’, afirma
Guerra.
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